Morro do Diabo é declarado Monumento Geológico Paulista

No dia 13 de novembro de 2013, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA), por meio do Instituto Geológico (IG), realizou a décima reunião ordinária do Conselho Estadual de Monumentos Geológicos (CoMGeo-SP), que ocorreu no auditório do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA). A reunião foi presidida pelo Diretor Geral do Instituto Geológico, Ricardo Vedovello.

A proposta de candidatura foi apresentada em maio de 2013, na 9ª reunião do CoMGeo-SP, e aprovada nesta última reunião, por meio da apresentação de trabalho completo sobre o Morro do Diabo. Os autores proponentes foram o geólogo Luiz Alberto Fernandes, professor da Universidade Federal do Paraná, os geógrafos Rosangela do Amaral e Rogério Rodrigues Ribeiro, ambos do IG, e o engenheiro florestal Helder de Faria, do Instituto Florestal.

Na oportunidade, a gestora do Parque Estadual do Morro do Diabo (PEMD), Natália Poiani Henriques, apresentou o histórico, a importância e a situação atual do PEMD, localizado no município de Teodoro Sampaio (SP). Ressaltou que o atrativo geológico (Geodiversidade) complementará a rica biodiversidade já existente.

Após a votação e aprovação do Morro do Diabo como o 7º Monumento Geológico Paulista, o Dr. Ricardo Vedovello entregou certificados de reconhecimento da existência do Monumento Geológico ao município de Teodoro Sampaio (representado pelo prefeito Ailton Cesar Herling), e ao PEMD (representado pela gestora da UC). O Morro do Diabo agora integra o Inventário Paulista de Monumentos Geológicos juntamente com Geiseritos de Anhembi, no município de Anhembi; Carste e Cavernas do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), no Vale do Ribeira; Varvito de Itu, em Itu; Rocha Moutonnée de Salto, em Salto; Cratera de Colônia, em São Paulo e a Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí.

Na sequência da pauta da 10ª reunião, a Srtas. Caroline Vigo Cogueto e Mariana Romano, da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais da Secretaria do Meio Ambiente (CBRN/SMA), apresentaram o “Cadastro Ambiental Rural – CAR”. Trata-se de um cadastro eletrônico, obrigatório a todas as propriedades e posses rurais paulistas, e que conterá informações declaratórias e de responsabilidade do proprietário ou possuidor rural. O CAR poderá ser um importante instrumento para a geoconservação dos geossítios e monumentos paulistas, uma vez que auxiliará na identificação do domínio dos imóveis onde ocorra a existência de um determinado patrimônio natural geológico.